sábado, 23 de julho de 2016

lar é onde o coração está




E o meu está bem longe daqui. Quilômetros e quilômetros. Do outro lado do Atlântico.


Venho tentando me preparar para essa mudança há mais de um ano e agora que está tão perto de acontecer, vejo que não existe como.
Tento imaginar as coisas novas e boas, os desafios. Leio blogs, assisto vídeos e participo de grupos... Mas até que eu chegue lá e comece a viver como imigrante, não saberei como é.


Visitei o lugar duas vezes e a diferença que vi entre essas duas vezes foi enorme. Na primeira vez eu ficava enjoada com tudo, não suportava o tempero das comidas e até mesmo o cheiro da água. Na segunda eu já me sentia em casa, comecei a gostar da comida e a entender melhor o comportamento das pessoas.
Sempre fui bem tratada lá como turista. As pessoas adoram saber que venho do Brasil e até arriscam falar algo que aprenderam em português, nem que seja um "abrigada". Ninguém entende como posso deixar esse país maravilhoso para trás e ir viver no meio do gelo.


O negócio é que não serei mais turista. Dessa vez talvez as pessoas não fiquem tão felizes em ter que falar inglês ou por eu não entender direito como ser "lagom".
Será que serei como o Bruce e em pouco tempo estarei fazendo caminhada nórdica e correndo todos os dias? Aprenderei a comer lingonsylt com a comida? E o mais importante: meu sueco finalmente se tornará fluente?


Sei que tudo dependerá de mim, afinal a intrusa sou eu, mas espero que eu seja abençoada e tenha pessoas pacientes e gentis no meu caminho.






*tenta não chorar, tenta não chorar*

quarta-feira, 13 de julho de 2016

boredom

Nunca levei jeito pra escrever. Quando quis começar um blog, minha intenção era de que fosse o que os blogs eram na época: uma extensão do meu diário.
Mas é claro que isso não daria certo. Sempre fui muito reservada, nem para as minhas melhores amigas eu contava tudo, por que agora publicaria algo aqui?
Já se fazem muitos anos desde o meu último post. E esse nem mesmo foi criado por mim, foi só algo que achei no perfil do Orkut de uma pessoa com que hoje não falo mais.
Cheguei a criar outro blog, em outro servidor, querendo fazer algo mais moderno, menos pessoal. Funcionou? Também não.
Acho que falta de criatividade não tem jeito.
O interessante é que há pouco mais de duas semanas me casei com uma das pessoas mais criativas que já conheci (senão a mais criativa, só compete com a Ju). Seria isso uma forma de equilibrar minha chatice? Será que ele vai me afetar com a sua criatividade? Ou eu o deixarei chato? 
Veremos nos próximos capítulos.

xoxo,
Ana